Lojas Azuis

Craft - Lojas Azuis

Lojas Azuis do Rito de Work em Portugal


As "Lojas Azuis" ou "Craft" dentro do Rito de York referem-se aos três primeiros graus da Maçonaria, que são os pilares da experiência maçonica tradicional. O termo "Loja Azul" é amplamente utilizado para descrever uma loja que trabalha esses três primeiros graus, independentemente do rito específico seguido, mas é especialmente associado ao Rito de York e ao Rito de Emulação, ambos muito populares nos Estados Unidos e em países de influência anglo-saxônica. Em Portugal esta lojas estão na Obediência da GLLP\GLRP

Graus das Lojas Azuis no Rito de York

1. Aprendiz (Entered Apprentice) - Este é o primeiro grau e marca a iniciação do candidato na Maçonaria. O foco está na moralidade, nas virtudes e na compreensão básica dos símbolos e ensinamentos maçonicos. O Aprendiz é considerado um "pedreiro bruto", que ainda precisa lapidar a sua pedra interior para se tornar um maçom completo.

2. Companheiro (Fellowcraft) - No segundo grau, o maçon recebe um entendimento mais profundo dos ensinamentos simbólicos e começa a explorar as ciências e artes liberais. O Companheiro é visto como um "pedreiro mais experiente", em processo de refinar ainda mais suas habilidades e conhecimentos.

3. Mestre Maçom (Master Mason) - Este é o grau final dentro das Lojas Azuis e é onde o maçon completa sua formação básica. A cerimônia de elevação ao grau de Mestre Maçom é particularmente significativa, envolvendo a exploração do mistério da morte e da imortalidade. É aqui que o maçon é considerado completo em sua formação na Maçonaria Simbólica.

Importância das Lojas Azuis:

As Lojas Azuis são fundamentais porque estabelecem a base do conhecimento maçonico, dos rituais e dos valores que serão desenvolvidos nos graus superiores e nos diversos ritos dentro da Maçonaria. No Rito de York, por exemplo, esses três graus são essenciais antes que um maçom possa avançar para os graus capitulares, cripticos, e cavaleirescos, que são partes adicionais do rito.

Rito de York e sua Estrutura

O Rito de York, especificamente, é um conjunto de graus e ordens maçonicas que começa com as Lojas Azuis e se expande para incluir:

1. Capítulo de Maçons do Real Arco (Royal Arch Masons) Explora os graus acima dos três primeiros e adiciona uma dimensão mais espiritual à jornada.

2. Conselho de Maçons Crípticos (Cryptic Masons) Trata de graus que exploram temas de sabedoria esotérica e a preservação dos segredos maçonicos.

3. Comandenda dos Cavaleiros Templários (Knights Templar) Uma ordem de inspiração cristã que adiciona um aspecto cavaleiresco à experiência maçonica.

Assim, as Lojas Azuis são a fundação sobre a qual o restante do Rito de York é construído, sendo o ponto de partida para o crescimento espiritual e intelectual do maçom.

Lojas Azuis em Portugal


O Arco Real, ou "Royal Arch", é uma parte fundamental do Rito de York e também de outros ritos maçônicos, como o Rito de Emulação. No contexto da Maçonaria, o Arco Real é considerado a continuação e a culminação dos três graus básicos das Lojas Azuis (Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom). Aqui está uma visão mais detalhada sobre o que consiste o Arco Real dentro da Maçonaria.

O que é o Arco Real

O Arco Real é o quarto grau no Rito de York e é, muitas vezes, visto como a "finalização" da Maçonaria Simbólica ou "Craft". Enquanto os três primeiros graus das Lojas Azuis estabelecem as fundações maçônicas, o Arco Real é considerado a chave para compreender plenamente os ensinamentos da Maçonaria.

Importância Simbólica

Recuperação de Segredos Perdidos

O Arco Real se foca na recuperação de segredos que foram supostamente perdidos durante a construção do Templo de Salomão, um tema central na Maçonaria. Esses segredos são simbólicos e representam o conhecimento esotérico que havia sido perdido com a morte do Mestre Hiram Abiff, uma figura central nos graus anteriores.

Exploração de Mistérios Espirituais

Este grau explora temas espirituais profundos e é considerado a pedra angular do edifício maçônico. O Arco Real leva o maçom a uma compreensão mais profunda de sua própria jornada espiritual, integrando os conceitos de imortalidade da alma, sabedoria divina e a busca pela verdade suprema.

A Estrutura do Capítulo

No Arco Real, os maçons não se reúnem em "lojas", como nos três primeiros graus, mas sim em "capítulos". Cada capítulo tem sua própria estrutura e oficiais, sendo liderado por três principais: o Sumo Sacerdote, o Rei e o Escriba.

Graus dentro do Arco Real

Embora o Arco Real seja um grau singular no Rito de York, ele é frequentemente dividido em três subgraus ou etapas que o maçom deve passar para alcançar o pleno entendimento deste nível:

Mestre de Marca (Mark Master)

Este grau é focado na honestidade, integridade e no conceito de "marcar" o próprio trabalho como símbolo de responsabilidade pessoal. O Mark Master é uma etapa preparatória para o Arco Real.

Antigo Veneravél Mestre (Past Master)

Embora não seja uma exigência universal, este grau é tradicionalmente conferido aos Maçons antes de serem elevados ao Arco Real. Ele prepara o maçom para as responsabilidades e ensinamentos mais profundos que virão.

Mestre do Arco Real (Most Excellent Master)

Este grau celebra a conclusão do Templo de Salomão e simboliza o triunfo da sabedoria e do trabalho cooperativo. Prepara o maçom para a elevação ao Arco Real.

O Ritual do Arco Real

O ritual do Arco Real é um dos mais complexos e simbólicos dentro da Maçonaria. Ele envolve a descoberta de um segredo perdido, que é simbólico da verdade última ou da luz divina. A cerimônia é repleta de simbolismo bíblico, especialmente relacionado ao Antigo Testamento, e foca na reconstrução do Templo de Salomão.

O Significado do Arco Real

Para muitos maçons, o Arco Real representa a conclusão natural dos ensinamentos iniciados nos três primeiros graus. Ele é considerado o ponto alto da Maçonaria simbólica e oferece uma visão mais profunda dos mistérios espirituais que governam a vida e o universo.

A Estrutura Pós-Arco Real no Rito de York

Após completar o Arco Real, os maçons do Rito de York podem avançar para graus adicionais:

Conselho Críptico (Cryptic Council)

Este corpo foca em temas mais esotéricos, especialmente relacionados ao Templo de Salomão e à preservação dos segredos sagrados.

Cavaleiros Templários (Knights Templar)

Uma ordem cavaleiresca de inspiração cristã, que é uma continuação opcional, mas importante para muitos dentro do Rito de York.

O Arco Real, portanto, é central para o avanço dentro da Maçonaria, especialmente no Rito de York, e é considerado por muitos como a "jóia da Maçonaria".

Arco Real em Portugal em Portugal


Os Maçons Crípticos, ou "Crípticos" (Cryptic Masons), formam uma parte essencial do Rito de York na Maçonaria, concentrando-se em graus que são ricos em simbolismo esotérico e espiritual. Este corpo é conhecido como o Conselho de Maçons Crípticos e se situa entre o Capítulo do Arco Real e a Comandaria dos Cavaleiros Templários dentro da estrutura do Rito de York.

O que são os Maçons Crípticos?

Os Maçons Crípticos trabalham em um corpo chamado de "Conselho" e exploram os graus que aprofundam o mistério dos segredos maçônicos. O termo "críptico" refere-se ao conceito de algo oculto ou escondido, que é central à natureza dos graus oferecidos dentro deste corpo. Esses graus estão profundamente ligados aos temas de preservação e proteção dos segredos sagrados que são cruciais para a continuidade dos ensinamentos maçônicos.

Importância Simbólica

Preservação dos Segredos Sagrados

Os graus Crípticos se concentram na história e no simbolismo da construção do Templo de Salomão, com um foco particular na preservação dos segredos maçônicos. Esses segredos são metaforicamente guardados em um "cripta" ou espaço subterrâneo, que é tanto físico quanto simbólico.

Exploração dos Mistérios Subterrâneos

A cripta é um símbolo central nos rituais Crípticos, representando o lugar onde os segredos mais profundos são armazenados e onde a sabedoria esotérica é protegida até que seja necessário revelá-la.

Interligação com o Arco Real

Embora os graus Crípticos sejam independentes, eles complementam os ensinamentos do Arco Real, fornecendo um contexto adicional para os segredos descobertos naquele grau. Juntos, eles completam uma parte significativa do entendimento espiritual maçônico.

Graus dentro do Conselho Críptico

O Conselho de Maçons Crípticos oferece três graus principais, cada um com seu próprio conjunto de ensinamentos e simbolismos:

Mestre Real (Royal Master)

Este grau explora os preparativos feitos para a construção do Templo de Salomão e a preservação dos segredos sagrados antes da conclusão do templo. Ele é centrado na figura de Hiram Abiff e seus últimos momentos, oferecendo uma meditação sobre o dever e a lealdade.

Mestre Escolhido (Select Master)

Este grau se concentra na construção da cripta secreta sob o Templo de Salomão, onde os segredos sagrados são armazenados. O Mestre Escolhido é um dos graus mais esotéricos, lidando com a importância da discrição, da prudência e do dever maçônico de proteger o conhecimento sagrado.

Excelente Mestre (Super Excellent Master)

Este grau, que nem sempre é conferido em todas as jurisdições, lida com a destruição do Templo de Salomão e a importância de manter a fé e a lealdade mesmo diante da adversidade. É um grau de fechamento que reflete sobre a impermanência das coisas materiais e a eterna vigilância espiritual.

O Ritual dos Maçons Crípticos

O ritual dos Maçons Crípticos é altamente simbólico, envolvendo o uso de espaços subterrâneos (criptas) como cenários para os ensinamentos. A cripta é um lugar de mistério e segurança, simbolizando o esconderijo dos segredos divinos que devem ser protegidos a qualquer custo. Os rituais destacam a importância da sabedoria, da fidelidade e do dever.

Significado dos Maçons Crípticos

Os Maçons Crípticos completam a trilogia de graus que começa com o Arco Real, oferecendo uma visão profunda sobre a natureza do dever maçônico e a preservação da sabedoria. Esses graus proporcionam uma ponte entre os ensinamentos do Arco Real e os temas cavaleirescos encontrados nos graus subsequentes, como os dos Cavaleiros Templários.

Estrutura Pós-Crítica no Rito de York

Após completar os graus Crípticos, os maçons do Rito de York estão preparados para avançar para as ordens cavaleirescas, como: Cavaleiros Templários (Knights Templar)

Esta ordem cavaleiresca cristã representa o culminar da jornada maçônica dentro do Rito de York, adicionando um aspecto de serviço e defesa da fé ao conjunto de ensinamentos recebidos até então.

Resumo

Os Maçons Crípticos desempenham um papel crucial na progressão dentro do Rito de York, explorando os mistérios ocultos da Maçonaria com uma profundidade simbólica significativa. Eles oferecem ensinamentos que complementam e enriquecem os graus anteriores, completando a formação espiritual e esotérica do maçom dentro desta tradição.

Conselhos em Portugal

As Ordens de Cavalaria Templária, dentro do Rito de York, representam o topo da jornada maçonica para aqueles que seguem este rito específico. Estas ordens são únicas no contexto maçonico, pois estão profundamente enraizadas na tradição cristã e baseiam-se em temas de cavalaria, serviço e fé. Elas somente são conferidas após o maçon ter completado os graus das Lojas Azuis, do Arco Real, e dos Maçons Crípticos.

O que são as Ordens de Cavalaria Templária?

As Ordens de Cavalaria Templária são compostas por três principais ordens ou graus que têm uma forte inspiração cristã. Diferente dos graus anteriores no Rito de York, que são mais universais e espirituais, as Ordens Templárias exigem que seus membros professem a fé cristã, sendo assim uma continuação cavaleiresca e religiosa da jornada maçonica.

Estrutura das Ordens de Cavalaria Templária

As Ordens de Cavalaria Templária são conferidas numa "Comenda" , que é a unidade organizacional equivalente a uma "loja" ou "capítulo" nos graus anteriores. A Comenda é composta por três ordens principais

Ordem do Cavaleiro da Cruz Vermelha (Order of the Red Cross)

Esta ordem é a primeira das três e foca-se na história de Zorobabel e na construção do Segundo Templo. Esta história explora temas de verdade, fidelidade e coragem moral. A história relata a jornada de Zorobabel para obter permissão do Rei Dario para reconstruir o Templo em Jerusalém, destacando o triunfo da verdade sobre a falsidade.

Ordem de Malta (Order of Malta)

A Ordem de Malta A Ordem de Malta também conhecida como a Ordem dos Cavaleiros de São João é segunda ordem conferida. Esta Ordem remonta às Cruzadas e concentra-se nos temas da caridade, proteção dos fracos e doentes, e a defesa da fé cristã. Esta ordem celebra a história dos Cavaleiros Hospitalários e sua dedicação ao serviço humanitário.

Ordem do Templo (Order of the Temple)

A Ordem do Templo A Ordem do Templo é a mais alta e prestigiada das três ordens. Esta Ordem é profundamente simbólica e espiritualmente rica, representando o compromisso final do maçom com os ideais cavaleirescos de bravura, honra, e defesa da fé cristã. O ritual envolve a história e o legado dos Cavaleiros Templários medievais, que defendiam os peregrinos cristãos na Terra Santa. Esta ordem é conhecida pelo seu cerimonial impressionante e profundo simbolismo religioso.

Significado Simbólico e Espiritual

Cavalaria e Fé

As Ordens de Cavalaria Templária exigem que os membros possuam uma fé cristã declarada, e os rituais refletem a dedicação à defesa do cristianismo. As ordens incorporam os valores da cavalaria medieval, como honra, bravura, e serviço, combinados com um forte compromisso espiritual.

Serviço e Sacrifício

Os temas de serviço aos outros, especialmente aos necessitados e oprimidos, são centrais. Os Cavaleiros Templários eram conhecidos pela sua defesa em prol dos fracos, e esses valores são transmitidos nas ordens maçonicas.

Símbolos e Rituais

O simbolismo das Ordens Templárias é profundamente enraizado na tradição cristã. Cruzes, espadas, e outros símbolos de cavalaria são utilizados para representar a luta espiritual contra o mal e a defesa da fé. Os rituais são elaborados, com cerimônias que muitas vezes incluem juramentos de serviço e fidelidade.

Estrutura e Liderança

A Comenda é liderada por vários oficiais, entre os quais os mais importantes são

Comendador (Eminent Commander)

O líder da Comenda

Generalíssimo

O segundo oficial em comando.

Capitão-General

O terceiro oficial em comando.

Esses líderes são responsáveis por guiar os cavaleiros nos princípios das ordens e garantir que os rituais e atividades estejam de acordo com as tradições estabelecidas.

Papel das Ordens Templárias no Rito de York

As Ordens de Cavalaria Templária completam a progressão do maçom dentro do Rito de York. Elas oferecem uma síntese dos ensinamentos dos graus anteriores, enquanto adicionam uma dimensão religiosa e cavaleiresca que é única no universo maçonico. Ao se tornarem Cavaleiros Templários, os maçons assumem um papel de defensores da fé e servos da humanidade, ecoando os ideais dos antigos cavaleiros.

Resumo

As Ordens de Cavalaria Templária no Rito de York representam o ápice da jornada maçonica para aqueles que seguem este caminho. Com uma forte ênfase em fé cristã, serviço e honra cavaleiresca, essas ordens oferecem uma conclusão profundamente espiritual e simbólica para os maçons que buscam uma união dos ideais maçonicos com a tradição cristã cavaleiresca. Elas completam o quadro do Rito de York, oferecendo uma dimensão única e rica à experiência maçonica.

Comendas em Portugal


Muitos autores especulam sobre as mais diferentes origens da Ordem Rosa Cruz.

Uns deles mesmo indicam a sua origem num passado imemorial, pois a sua essência não advém da natureza das coisas materiais, sendo tão antiga quanto a criação do mundo já que ela é uma função imaterial da alma da Terra. A própria Fama Fraternitatis faz referência à sua fonte, citamos: “A nossa filosofia não é nada de novo, é conforme com a que Adão herdou após a Queda e que foi praticada por Moisés e Salomão”.

Igualmente, são apresentadas, como presumíveis, origens egípcias, persas, essénias, templárias, árabes, ou até a Ordem do Tosão de Ouro, ou os Jesuítas.

Numa posição diametralmente oposta, estão aqueles que pensam que a Ordem é pura invenção dum conjunto de intelectuais, que se reuniam em Tübingen na Floresta Negra, preocupados em fazer os seus contemporâneos refletir sobre o destino da humanidade.

Em 1614 a publicação da “Fama Fraternitatis” revelou a existência de uma sociedade esotérica: A Rosa-Cruz. Vivia-se uma época que, como hoje, era marcada por grandes descobertas científicas e sangrentos conflitos religiosos. A fraternidade fundada pelo lendário Christian Resenkreuz propunha-se, através de conhecimentos ancestrais, reorganizar a sociedade europeia em crise.

Desde o séc. VIII, muitos Maçons foram Rosacruzes, alguns Rosacruzes criaram organizações maçónicas e o contrário também ocorreu mostrando que, no fundo, todos procuraram mais LVX ao longo dos tempos, por vias diferentes, que aqui e ali se cruzaram.

Há registo de Walter Spencer ter sido iniciado na Escócia por Anthony Oneil Haye em 1857, e há documentos nos arquivos da Societas Rosicruciana in Anglia (SRIA) que mostram que Robert Wentworth Little e William J. Hughan foram iniciados em 1866 e 1867 por Anthony O’Neal Haye, Magus Max, numa Sociedade Rosacruz Escocesa de Edimburgo, em que H.H.M. Bairnfathur assinou como Secretário.

A primeira Societas Rosacruciana recrutando os seus membros na Maçonaria surgiu em 1866 na Inglaterra, por Robert Wentworth Little, tesoureiro da United Grand Lodge of England, no seguimento da sua iniciação na Escócia. Ele elaborou os rituais da Societas Rosicruciana in Anglia (SRIA) a partir de rituais encontrados na biblioteca do Freemason´s Hall; adotou a hierarquia da Ordem Maçónica da Rosa-Cruz de Ouro de Antigo Sistema que reivindicava a sua filiação no Sacerdote Egípcio Ormus, batizado por S. Marcos, que teria cristianizado os Mistérios do Egipto; e limitou a filiação a Mestres Maçons Cristãos.

Em 24 de outubro de 1873, a SRIA considerou necessário conceder uma carta patente à atual Societas Rosicruciana in Scotia, tal como hoje existe, donde a polémica sobre qual a mais antiga.

A Societas Rosicruciana in Civitatibus Foederatis (SRICF), com jurisdição nos EUA, foi criada com carta patente da SRIS em 1880, após várias tentativas anteriores, que remontam a 1873.

A Constituição da Societas Rosacruciana in Lusitania ocorreu no dia 5 de outubro de 2002, na Igreja de Santiago do Castelo de Palmela. A cerimónia de proclamação da SRIL e investidura do Supremo Magus foi presidida pelo M.W. Thurman Cleveland Pace Jr., IX, da SRICF. Desde 2009 a SRIL alargou a sua atividade para Itália, onde atualmente tem 3 Colégios. Outros Fratres, em diferentes países onde não existem Colégios ou que desejam ter dupla filiação, estão ligados individualmente aos Colégios da SRIL em Portugal e Itália.

Em resumo

A ascendência da SRIL é direta dos mais antigos Rosa Cruzes: Primitiva Sociedade RosaCruz Escocesa => Anglia => Scotia => Civitatibus Foederatis => Lusitania. As quatro Societas mantém relações de amizade e de estrita cooperação.

Colégios em Portugal


Apresentação

A Ordem da Cruz Vermelha de Constantino pertence à classe dita “do Oriente e do Ocidente” dos ritos maçónicos e compreende três graus, o de Cavaleiro, o de Sacerdote e o de Príncipe Soberano na progressão iniciática.

O 1º grau da Ordem, o de Cavaleiro Companheiro, conduz do paganismo ao cristianismo, utilizando a lenda da conversão de Constantino, o Grande, como símbolo desta transição. O candidato apresenta-se como um “Cavaleiro de Roma” que deseja abraçar a fé cristã e deve ser um Maçom do Arco Real, de acordo com as antigas tradições da Ordem, que afirmam que “A Antiga e Cavaleira Ordem de Constantino, tendo gozado durante muito tempo do patrocínio e protecção de alguns dos mais eminentes membros da Fraternidade Maçónica, foi decidido que apenas os Maçons do Arco Real eram elegíveis como candidatos à admissão a um Conclave sob a jurisdição de um Grande Conclave Imperial”. Tanto quanto se sabe, nunca existiu uma Ordem dos Cavaleiros de Roma, reservada aos maçons e associada aos Cavaleiros da Cruz Vermelha de Constantino como grau preliminar, e é provável que o título de “Cavaleiro de Roma” ostentado pelo candidato indique apenas que ele representa simbolicamente um membro da Ordem Equestre Romana, que aceita a doutrina cristã da Trindade.

O 2º grau, o do Venerável Eusébio, é um dos da classe “sacerdotal”. Um Cavaleiro que tenha atingido este estatuto é elegível para o cargo de Eminente Vice-Rei de um Conclave, desde que satisfaça o requisito estatutário de ser também membro das Ordens Agregadas do Santo Sepulcro e de São João Evangelista e seja devidamente eleito para esse cargo. Os cargos de Eusébio e de Vice-Rei são distintos e, quando um Vice-Rei deixa de exercer o cargo, o seu estatuto de Eusébio não é afectado.

O 3º grau é reservado aos Muito Poderosos Soberanos que representam Constantino, Príncipe Soberano do Oriente e do Ocidente. Os Estatutos Gerais estipulam que um Soberano deve ter exercido o cargo de Vice-Rei durante um ano num Conclave regular. Este grau completa e coroa a Ordem da Cruz Vermelha de Constantino.

As Ordens Agregadas do Santo Sepulcro e de São João Evangelista foram “anexadas” à da Cruz Vermelha numa fase inicial e são atribuídos Certificados diferentes aos membros destas Ordens.

Nota histórica

A Ordem “Maçónica” da Cruz Vermelha de Constantino foi originalmente estabelecida no Reino Unido por Charles Shirreff na década de 1780. Em 1804 foi reorganizada por Waller Rodwell Wright, um dos signatários do Acto de União de 1813, em nome da Grande Loja dos Modernos.

Durante os cinquenta anos seguintes, a Ordem teria estado pouco activa, mas o Grande Conclave Imperial “reconvocado” em 1865 elegeu William Henry White, antigo Grande Secretário (1810-1857) da Grande Loja Unida de Inglaterra, como Grande Soberano que foi devidamente instalado no Trono.

Desde 1865, a actividade tem sido regular e contínua e os Grandes Conclaves Imperiais têm sido constituídos pela Inglaterra no mundo de língua inglesa. O título original de “Ordem Imperial, Eclesiástica e Militar da Cruz Vermelha de Roma e Constantino” indica claramente a sua estrutura ritual em três graus: “Príncipe, Sacerdote e Cavaleiro”.

Coins Flavius Valerius Aurelius Claudius Constantinus, ou Constantino, o Grande [280/288 ? – 337] era filho de Flavius Valerius Constatants (Morus, ou Constantius I Chlorus (= pálido) [? – 306] e de Flavia Julia Helena, a chamada princesa britânica Helena, que na realidade nasceu na Bitínia, no seio de uma família muito humilde. Constantino nasceu em Nish, na Sérvia, e não em York, como diz a lenda, onde o seu pai nasceu e morreu. Tornou-se governador da Gália e da Bretanha depois do seu pai, que lhe deu o nome de “César” no seu leito de morte, e foi proclamado “Augusto” pelas legiões romanas em Eburacum (Iorque) no Verão de 306. Depois de derrotar Maxêncio na Batalha de Saxa Rubra, na Ponte Milviana, perto de Roma, em 312, consolidou a sua posição e foi aceite pelo Senado como imperador legítimo. Em 323, derrotou Licínio em Andrinopla, perto de Bizâncio, e assumiu o controlo do Império Oriental, tornando-se Imperador do Oriente e do Ocidente. Em 330, transferiu a capital do império de Roma para Bizâncio, que mandou reconstruir magnificamente e a que deu o nome de Constantinopla.

Constantino foi o primeiro imperador romano a encorajar abertamente o Cristianismo, mas têm sido apresentados argumentos contraditórios quanto à data da sua conversão efectiva, tal como é contada na lenda da fundação da Ordem da Cruz Vermelha. Seja como for, convocou e presidiu ao primeiro Concílio de Niceia, em 325.

Dois bispos, contemporâneos de Constantino, tinham o nome de Eusébio, e não se sabe ao certo qual deles é tradicionalmente associado à fundação da Ordem.

Eusébio de Nicomédia (falecido por volta de 342) foi um dos promotores da heresia ariana, pelo que foi exilado. No entanto, voltou a ser benquisto e, segundo a tradição, foi ele quem baptizou o imperador.

Eusébio “Pamphilus” (cerca de 270-339), bispo de Cesareia em 313, foi o “Pai” da história eclesiástica. Desempenhou um papel importante no Concílio de Nicéia, convocado por Constantino em 325, durante o qual a heresia ariana foi condenada e o Credo ou Símbolo de Nicéia foi promulgado. O seu assentimento ao texto do Credo foi forçado, uma vez que também ele simpatizava com as doutrinas do arianismo, o que o levou a ser desonrado durante vários anos. Tal como o outro Eusébio, reconciliou-se com Constantino, que terá partilhado com ele a sua visão da Cruz e lhe terá mostrado o Labarum.

Tradução de António Jorge, M∴ M∴

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